Paixão sem grita, amor sem agonia, Que não oprime nem magoa o peito,
Que nada mais do que possui queria,
E com tão pouco vive satisfeito.
Amor, que os exageros repudia,
Misturado de estima e de respeito,
E, tirando das mágoas alegria,
Fica farto, ficando sem proveito.
Viva sempre a paixão que me consome,
Sem uma queixa, sem um só lamento!
Arda sempre este amor que desanimas!
Eu eu tenha sempre, ao murmurar teu nome,
O coração, malgrado o sofrimento, Como um rosal desabrochado em rimas.
Olavo BilacBrasil1865 // 1918Poeta/Jornalista
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