A luz de Setembro já não besoura aloura os corpos mergulham no oceano espalhando gotas de metal Vozes chegam no arrastar das ondas o amarelo ensopa-se de azul Mergulhemos sem pressa marcando álacres os passos o mar apaga marca as passadas apaga O sol é pouco morre vermelho sobre os dedos das amendoeiras Sustém a cabeça nas ondas bebe a luz e os corpos António Borges Coelho Linha de Água Ao Rés da Terra Caminho Da Poesia
Começasse a levantar o nevoeiro e a poeira desvanece são linhas?, será prosa?, ou simples peças soltas? Lava as vistas e aprecia Poesia!
Setembro
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